Como citar o Projeto BG:
Projeto Baía de Guanabara. <ano>. Disponível em: <www.projetobaiadeguanabara.com.br>

AVALIAÇÃO DE UM MODELO HIDRODINÂMICO PARA A BAÍA DE GUANABARA (RJ)

Carvalho, G. V.1; Assad, L. P. F.1; Landau, L.1 ; Santos, F. A.2 ;Cerrone, B. N2; Fragoso, M. R2

1 Núcleo de Modelagem Ambiental – LAMCE/COPPE/UFRJ, Cidade Universitaria, Centro de Tecnologia, Bloco I, sala 214, gabriel.ud@gmail.com
2 Prooceano – Centro, Av. Rio Branco, 311, sala 1205, mauricio@prooceano.com.br

O presente trabalho consiste na avaliação de um modelo numérico hidrodinâmico implementado para a região da Baía de Guanabara, complexo estuarino de grande importância social, econômica e ambiental. O modelo numérico hidrodinâmico POM (Princeton Ocean Model), foi implementado em alta resolução espacial, em seu modo baroclínico (3D) e utiliza como forçantes a maré e o vento, sendo este último não uniforme espaço-temporalmente. A avaliação do modelo é realizada a partir de dados de derivadores e séries maregráficas reconstituídas. O modelo representa satisfatoriamente a fase e amplitude da onda de maré. Comparações estatísticas entre séries de elevação da superfície livre do modelo e séries maregráficas reconstituídas apresentaram erro médio menor que 0,01 para os pontos mais ao sul e da ordem de 0,1 para os pontos mais ao norte do domínio e coeficiente de correlação linear maiores que 0,75 para todas as estações. A avaliação do campo de corrente do modelo está em desenvolvimento.

Baixar artigo (.pdf)

INFLUÊNCIA DO VENTO NA HIDRODINÂMICA DA BAÍA DE GUANABARA (RJ)

Gabriel Vieira de Carvalho

Monografia de conclusão de curso para a obtenção do grau de Bacharel em Oceanografia

Este trabalho pretende realizar uma investigação da hidrodinâmica da Baía de Guanabara com enfoque na influência eólica a partir da implementação de um modelo hidrodinâmico em alta resolução espacial (aproximadamente 30 metros). O modelo batimétrico digital foi obtido através da digitalização de folhas de bordo, cedidas pela Marinha do Brasil. O campo de vento foi extraído do modelo atmosférico MM5, e a série temporal de maré foi reconstruída a partir do conhecimento das principais constantes harmônicas para pontos pré-selecionados na região de interesse. O modelo hidrodinâmico utilizado no estudo é o Princeton Ocean Model (POM), configurado no modo 2D. O modelo reproduziu bem a fase da onda de maré porém subestimou tanto a amplitude da mesma quanto a velocidade de corrente para os pontos analisados. A partir da realização de dois experimentos, com e sem a influência do vento, foram gerados campos de anomalia de elevação da superfície livre e corrente, assim como anomalia percentual de ambos. A influência do vento sobre o campo de velocidade apresentou-se principalmente no setor norte da BG, nos momentos de preamar e baixamar, já sobre o campo de elevação da superfície livre apresentou-se no setor sul, durante os instantes de maré enchente e vazante. Concluiu-se que o vento é um forçante importante para a representação da hidrodinâmica da BG, sobretudo em regiões rasas e que sua influência deve ser considerada de forma não uniforme no tempo e no espaço em estudos que visem o gerenciamento ambiental da BG.

Baixar artigo (.pdf)

EVIDÊNCIAS DA OCORRÊNCIA DA ÁGUA CENTRAL DO ATLÂNTICO SUL NA BAÍA DE GUANABARA

Elisa Nóbrega Passos1,2; Lívia Maria Barbosa Sancho Alvares Mendonça Cabral2; Vanessa Bento Carreiro1; Mayra da Silva Azevedo Jorge1; Luiz Paulo de Freitas Assad2; Luiz Landau2

1 Universidade do Estado do Rio Janeiro, elisanobrega@globo.com
2 Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia – COPPE/UFRJ

O fenômeno da ressurgência ocorre mais frequentemente entre Setembro e Abril. A partir de campos médios de densidade, resultados de um modelo numérico da plataforma interna sudeste brasileira, e de dados in situ, coletados na Baía de Guanabara, verificou-se uma relação entre o afloramento de águas na plataforma interna e o índice termohalino da Água Central do Atlântico Sul na Baía.

Baixar artigo (.pdf)

EVIDÊNCIAS DE INTRUSÃO DA ÁGUA CENTRAL DO ATLÂNTICO SUL (ACAS) NA BAÍA DE GUANABARA (RJ, BRASIL)

Lívia Sant'Angelo Mariano1,2; Bruna Nogueira Cerrone2; Maurício da Rocha Fragoso2; Natalia Gomes dos Santos2

1 Universidade do Estado do Rio Janeiro, livia@prooceano.com.br
2 PROOCEANO Serviço Oceanográfico e Ambiental Ltda.

O objetivo desse estudo foi caracterizar a intrusão da Água Central do Atlântico Sul (ACAS), massa d’água com baixas temperaturas e alta concentração de nutrientes, na Baía de Guanabara. Para isso, nove estações na Baía foram amostradas durante dez meses com um mini CTD (Condutividade, Temperatura e Profundidade). Observou-se que a ACAS esteve bem marcada em quatro estações ao longo do canal central, durante a primavera e verão, sendo a estação mais interna situada a 14 km da entrada da Baía. A profundidade de presença da massa d’água variou entre 6 e 32 metros, dependendo da estação e da época do ano. A influência da ACAS foi observada em outras três estações, onde contribuiu para com a Água de Mistura.

Baixar artigo (.pdf)